sábado, 29 de agosto de 2009

" Escola é...


O lugar onde se faz amigos
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha, que estuda,
Que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se,
Ser feliz”
Paulo Freire

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OFICINA 7 UNIDADE 14 TP 4

O 5º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da Escola Municipal Mauricio Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 08/06/09 das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos com a reflexão de um texto escrito “ Vida de Inseto”. A cursista Inocência leu a mensagem e abrimos a discussão ao grupo sobre a mensagem.
No segundo momento da oficina fizemos discussões sobre “Letramento e oralidade no contexto das práticas sociais” e “Leitura e produção de texto e a escola”, a turma foi dividida em 2 grupos para fazerem uma breve leitura e comentários, para podermos discutir o que seria “Letramento” e para aprofundar as reflexões sobre o processo de leitura. Foi questionado que sempre devemos respeitar o pensamento do aluno, respeitando e observando o aspecto social em que ele esta inserido, e também seu conhecimento prévio é muito importante no desenvolvimento da produção textual.
Depois fizemos a socialização do avançando na pratica realizada pelas cursistas, a professora Nídia trabalhou com o 9º ano a seção 3: Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto?, que trabalhou o poema “ Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drummond de Andrade, p, 97. A professora Cristiane trabalhou a seção 2: Letramento e diversidade cultural, p.41- falar sobre uma festa que acontece em sua cidade. A professora Rosangela trabalhou a seção 3: Conhecimentos prévios e atividade de leitura e escrita, p. 50-51, planejamento de um texto sobre o tema diversidade cultural: festas. A professora Inocência trabalhou a Da unidade 14, TP 4 seção 1: Onde está o significado do texto? p.80, nesta atividade o aluno vai falar sobre o seu bairro e fazer uma redação para convencer a fazer alguma coisa para melhoria no bairro.
Neste momento as cursistas falaram que seguiram o material ofertado pelo GESTAR II, escolhendo o avançando na prática que iria trabalhar com seus alunos, pois o mesmo estava acessível á realidade local, pois falar sobre letramento e diversidade cultural era uma tarefa fácil naquele momento porque acontece a tradicional festa junina, que se comemora nos meses de junho e julho por todas as escolas e igreja, onde são feitos comidas e danças típicas da região, então isso facilitou o desenvolvimento desta atividade, os alunos confeccionaram convites, textos, cartazes e uma infinidade de trabalhos relacionados ao tema “festa junina”.
As cursistas disseram que foi muito positivo trabalhar com as atividades mencionadas acima, e teve como pontos positivos o interesse do aluno, a participação, o conhecimento prévio sobre as festas realizadas na cidade, nas escolas e na comunidade.Houve problemas com a falta de tempo para e execução das atividades , os textos ainda apresentam muitos erros ortográficos de concordância e incoerências.A cursista Nidia comentou que “ vale ressaltar que a aprendizagem é um processo e que caminha para um melhor aperfeiçoamento”, então vamos seguindo tentando resolver ou amenizar os problemas. De que forma? Estamos em busca, por isso precisamos trabalhar juntas em equipe, para tornar a educação mais prazerosa.
No quarto momento, trabalhamos o poema “ Cidadezinha Qualquer”, primeiro dividimos o grupo por ano que cada uma trabalhava, eles iriam planejar uma forma de exploração do poema, com perguntas, atividades escritas ou orais, com seus alunos, observando o avançando na prática da p.97-99. Depois de planejada e discutida pelo grupo, eles socializaram com o grupão, não houve muitas intervenções, apenas comentários referentes a atividade proposta, como sugestões. Através dessa proposta o grupo e o formador seriam avaliados pelos demais do grupão.
No quinto momento, foi feita uma avaliação oral do momento, as cursistas disseram ter gostado do momento , porque serve como troca de experiências, ou aperfeiçoamento de alguma técnica que o professor já possuía. Quanto a elaboração, não foi difícil pois o grupo é eficiente com ajudas mutua facilitando o desenvolvimento da atividade.O formador foi ativo, passava nos grupos dando orientações ou tirando dúvidas referentes a algum assunto ou atividade. O tempo e o espaço foram bons, pois houve um planejamento prévio e o espaço era bem amplo e arejado, facilitando e contribuindo para um bom desempenho das equipes.
No último momento, fizemos um rápido comentário sobre as atividades seguintes do próximo encontro.
Segue em anexo as atividades desenvolvidas pelos grupos durante a oficina.
Coronel Sapucaia MS, 08/06/2009
Formadora: Relega Tavares Vogel


ANEXOS
GESTAR II- Língua Portuguesa- Coronel Sapucaia-MS
5º Encontro Presencial: 08/06/2009- Formadora- Relega Tavares
Oficina 5 da Unidade 14- TP 4 – 4h
Poema “ Cidadezinha Qualquer”
Casa entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar

Um homem vai devagar,
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar ... as janelas se olham.

Eta vida besta, meu Deus.
ANDRADE, C.D. de poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.p.165.
6º ano (Inocência)
Objetivos:
*Saber utilizar diferentes fontes de informação.
*Identificar classes gramaticais.
*Comparar os ambientes de vivência .
Metodologia:
*Leitura compartilhada
*Interpretação e debates.
*Produção textual.

7º ano ( Cristiane)
Objetivos:
*Saber utilizar diferentes fontes de informação para adquirir e *construir conhecimentos.
*Identificar o tipo e o gênero textual.
*Comparar os ambientes de vivencia.
*Reconhecer o significado e as classes gramaticais do texto.
Procedimentos:
*Dividir a sala em grupos de três alunos.
*Fazer leitura do poema em grupo,logo socializá-lo com ajuda da professora.
*Análise da biografia de Carlos Drummond de Andrade.
*Produção textual

8º ano ( Relega)
Objetivos:
*Fazer a relação do texto com a própria cidade do aluno.
*Identificar as figuras de linguagem do poema.
*Reconhecer o ambiente que eles vivem ( rural-urbano).
*Diferenciar o mundo das grandes e pequenas cidades.
Procedimentos:
*Primeiramente mostrar o titulo do texto para que os alunos formulem hipóteses sobre o tema do texto.
*Leitura do poema.
*Pesquisa sobre a biografia do autor.
*Identificar as figuras de linguagens presentes no poema.
*Produção textual, baseado no texto de Carlos Drummond, produzir um poema sobre a sua cidade.

9º ano (Nídia)
Objetivos:
*Saber utilizar diferentes fontes de informação para adquirir e *construir conhecimentos.
*Identificar o gênero textual.
*Comparar os ambientes de vivência.
*Reconhecer as classes gramaticais
Procedimentos:
*Leitura, debate e pesquisa
*Produção textual.

OFICINA 6- UNIDADE 12 TP 3
O 4º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da E.M Maurício Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 25/05/09- das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos com a reflexão de um texto escrito “ Bomba d’água”. A cursista Cristiane leu a mensagem e abrimos a discussão ao grupo sobre a mensagem.
Esse encontro foi bem melhor, porque já estamos familiarizados com o material e parece que algumas dificuldades estão indo embora, só alguns professores ainda estão encontrando dificuldades para inserir o Gestar dentro do planejamento, mas eu estou tentando colocar na cabeça deles que ele não pode ser trabalhado sozinho porque podemos nos perder ele tem que estar inserido dentro do planejamento e fazer parte do nosso dia a dia as cursistas concordaram e nós vamos planejar nossas aulas juntas e rever esses planejamentos.
No segundo momento fizeram e exposição dos relatos e experiências na sala de aula no Avançando na prática. Foi desenvolvida a atividade da seção 1 p. 109 descrever objetos sem dizer o nome, é um ótimo exercício para darmos inicio a descrição, também os alunos adoraram, é uma brincadeira competitiva, diferente que dá resultado.
Da seção 2 p.115 foi trabalhado também com oitavo ano com manuais que acompanham aparelhos e produtos para que os alunos fizessem análise, os alunos gostaram das atividades porque sai da mesmice e dá para trabalhar bem melhor as sequencias tipológicas de maior ocorrência nesse tipo textual, só que foi demorado três aulas para ficar um trabalho legal.
Da seção 3 unidade 12 p.172 foi trabalhado algumas sugestões para produção textual os alunos do nono ano fizeram as produções de “Receita para um mundo melhor”, logo após fizeram uma análise conjunta dos textos produzidos, os trabalhos ficaram bons com alguns erros é claro, mas nada fora do normal.
Os professores cursistas citaram como dificuldades: alunos retraídos, timidez na atividade oral para descrição de objetos para o grupão, falta de organização textual, clareza e objetividade, pontuação, ortografia, ausência das técnicas de leitura, os alunos não gostam de revisar, reler seus textos para detectarem os erros, a falta de ônibus escolar (zona rural) falta de tempo dos professores para correção dos textos produzidos e etc. Mas apesar das dificuldades, os professores encontraram pontos positivos como: a participação de todos os alunos, interesse pelas atividades, os próprios alunos elogiaram seus textos. A professora Rosangela falou da importância dessas atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, fizemos a divisão de 2 grupos de 2 integrantes, tais grupos analisaram o texto da p.195 do TP3 composição: O Salário mínimo- Jô Soares. O grupo 1 iria elaborar argumentos para que o texto fosse considerado um exercício de redação escolar e o grupo 2 deveria enumerar argumentos que mostrasse não se tratar de um exercício escolar.
Segue em anexo as atividades realizadas pelos alunos ( atividades : oficina 6- unidade 12- TP 3 (p. 194-196) de 25/05/09.
Após discussão nos grupos, houve a socialização ao grupão a respeito de analise do texto, com um debate oral, os argumentos foram apresentados, uns contestavam outros firmavam suas teses, um exemplo foi no argumento de não ser um exercício escolar porque quem escreveu foi “ Jô Soares “, outros discordavam desses motivos e assim por diante. Um grupo fez associação aos textos “ pena de morte” e “ agulha e a linha” fazendo comparações com o texto “ composição: Salário mínimo “. Os grupos citaram como gênero textual a anedota, a piada e a redação escolar. Nisso percebemos que o texto não é composto somente por uma tipologia, pois foi apresentado nele narração, descrição e dissertação.
No quarto momento fizemos a avaliação oralmente, as cursistas comentaram da importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que os TPS possuem uma linguagem bem acessível á realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animadas.
Por fim fechamos o TP 3 com uma grande bagagem de conhecimentos, estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP 4 e assim encerramos o nosso encontro.
Coronel Sapucaia,MS 25/05/09
Anexos
Atividades da oficina 6 –unidade 12 do TP 3 (p. 194-196)
Grupo 1
Enumerar argumentos que mostrem não se tratar de um exercício escolar:
· As idéias estão organizadas, esclarecidas;
· Pontuação correta;
· Os objetivos são bem definidos;
· Possuem uma questão apurada com as questões sociais;
· Várias tipologias textuais;
· Texto tem coerência;
· O autor não fugiu ao tema;
Em relação ao texto:
· O texto “salário mínimo” pode ser comparado ao texto “ A agulha e a linha “ de Machado de Assis; em que seria semelhante a crítica e diferente a estrutura.
· Serviu de base o tipo textual a narração, por se tratar de uma criança contando a sua visão dada pelo cerco familiar em relação ao que seria o salário mínimo. Acredita-se que este não tem uma visão clara do que seja salário mínimo. Com essa escolha o autor procurou mostrar a realidade socioeconômica de uma família de classe baixa. Além de utilizar-se de uma linguagem simples (coloquial).
· Nesse texto aparecem sequências tipológicas ( dissertação, narração e descrição). Dessas predomina a dissertação, pois o autor faz uma critica do inicio ao fim do texto para evidenciar o que seria um salário mínimo.
( Nídia e Inocência)

Grupo 2
Enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício escolar:
· É produção textual;
· Escrito na folha de caderno;
· Correções ortográficas;
· Apelo pela nota;
· Uso do pronome” eu”;
· Associa conhecimento de mundo com a família;
· A referencia à professora, ao recreio;
Em relação ao texto:
· O gênero utilizado pelo autor é anedota, ilustra diferenças na compreensão textual que vão alem do que é lingüístico no texto. Então ele acaba utilizando um tom de forma humorística.
· Podemos fazer uma comparação com o texto “ A pena de morte” , pois ambos apresentam a mesma estrutura, no entanto, com argumentos diferentes. O texto de Jô tem um caráter humorístico, enquanto que o outro tem um caráter informativo.
· O texto e predominantemente dissertativo, no entanto há trechos descritivos “ O salário mínimo é tão pequenino que cabe até no meu bolso” e trechos narrativos “ meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça (...)”. Então ele acaba usando a descrição e a narração como argumentos em sua tese.
( Rosangela e Cristiane)



OFICINA 6- UNIDADE 12 TP 3
O 4º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da E.M Maurício Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 25/05/09- das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos com a reflexão de um texto escrito “ Bomba d’água”. A cursista Cristiane leu a mensagem e abrimos a discussão ao grupo sobre a mensagem.
Esse encontro foi bem melhor, porque já estamos familiarizados com o material e parece que algumas dificuldades estão indo embora, só alguns professores ainda estão encontrando dificuldades para inserir o Gestar dentro do planejamento, mas eu estou tentando colocar na cabeça deles que ele não pode ser trabalhado sozinho porque podemos nos perder ele tem que estar inserido dentro do planejamento e fazer parte do nosso dia a dia as cursistas concordaram e nós vamos planejar nossas aulas juntas e rever esses planejamentos.
No segundo momento fizeram e exposição dos relatos e experiências na sala de aula no Avançando na prática. Foi desenvolvida a atividade da seção 1 p. 109 descrever objetos sem dizer o nome, é um ótimo exercício para darmos inicio a descrição, também os alunos adoraram, é uma brincadeira competitiva, diferente que dá resultado.
Da seção 2 p.115 foi trabalhado também com oitavo ano com manuais que acompanham aparelhos e produtos para que os alunos fizessem análise, os alunos gostaram das atividades porque sai da mesmice e dá para trabalhar bem melhor as sequencias tipológicas de maior ocorrência nesse tipo textual, só que foi demorado três aulas para ficar um trabalho legal.
Da seção 3 unidade 12 p.172 foi trabalhado algumas sugestões para produção textual os alunos do nono ano fizeram as produções de “Receita para um mundo melhor”, logo após fizeram uma análise conjunta dos textos produzidos, os trabalhos ficaram bons com alguns erros é claro, mas nada fora do normal.
Os professores cursistas citaram como dificuldades: alunos retraídos, timidez na atividade oral para descrição de objetos para o grupão, falta de organização textual, clareza e objetividade, pontuação, ortografia, ausência das técnicas de leitura, os alunos não gostam de revisar, reler seus textos para detectarem os erros, a falta de ônibus escolar (zona rural) falta de tempo dos professores para correção dos textos produzidos e etc. Mas apesar das dificuldades, os professores encontraram pontos positivos como: a participação de todos os alunos, interesse pelas atividades, os próprios alunos elogiaram seus textos. A professora Rosangela falou da importância dessas atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, fizemos a divisão de 2 grupos de 2 integrantes, tais grupos analisaram o texto da p.195 do TP3 composição: O Salário mínimo- Jô Soares. O grupo 1 iria elaborar argumentos para que o texto fosse considerado um exercício de redação escolar e o grupo 2 deveria enumerar argumentos que mostrasse não se tratar de um exercício escolar.
Segue em anexo as atividades realizadas pelos alunos ( atividades : oficina 6- unidade 12- TP 3 (p. 194-196) de 25/05/09.
Após discussão nos grupos, houve a socialização ao grupão a respeito de analise do texto, com um debate oral, os argumentos foram apresentados, uns contestavam outros firmavam suas teses, um exemplo foi no argumento de não ser um exercício escolar porque quem escreveu foi “ Jô Soares “, outros discordavam desses motivos e assim por diante. Um grupo fez associação aos textos “ pena de morte” e “ agulha e a linha” fazendo comparações com o texto “ composição: Salário mínimo “. Os grupos citaram como gênero textual a anedota, a piada e a redação escolar. Nisso percebemos que o texto não é composto somente por uma tipologia, pois foi apresentado nele narração, descrição e dissertação.
No quarto momento fizemos a avaliação oralmente, as cursistas comentaram da importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que os TPS possuem uma linguagem bem acessível á realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animadas.
Por fim fechamos o TP 3 com uma grande bagagem de conhecimentos, estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP 4 e assim encerramos o nosso encontro.
Coronel Sapucaia,MS 25/05/09
Anexos
Atividades da oficina 6 –unidade 12 do TP 3 (p. 194-196)
Grupo 1
Enumerar argumentos que mostrem não se tratar de um exercício escolar:
· As idéias estão organizadas, esclarecidas;
· Pontuação correta;
· Os objetivos são bem definidos;
· Possuem uma questão apurada com as questões sociais;
· Várias tipologias textuais;
· Texto tem coerência;
· O autor não fugiu ao tema;
Em relação ao texto:
· O texto “salário mínimo” pode ser comparado ao texto “ A agulha e a linha “ de Machado de Assis; em que seria semelhante a crítica e diferente a estrutura.
· Serviu de base o tipo textual a narração, por se tratar de uma criança contando a sua visão dada pelo cerco familiar em relação ao que seria o salário mínimo. Acredita-se que este não tem uma visão clara do que seja salário mínimo. Com essa escolha o autor procurou mostrar a realidade socioeconômica de uma família de classe baixa. Além de utilizar-se de uma linguagem simples (coloquial).
· Nesse texto aparecem sequências tipológicas ( dissertação, narração e descrição). Dessas predomina a dissertação, pois o autor faz uma critica do inicio ao fim do texto para evidenciar o que seria um salário mínimo.
( Nídia e Inocência)

Grupo 2
Enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício escolar:
· É produção textual;
· Escrito na folha de caderno;
· Correções ortográficas;
· Apelo pela nota;
· Uso do pronome” eu”;
· Associa conhecimento de mundo com a família;
· A referencia à professora, ao recreio;
Em relação ao texto:
· O gênero utilizado pelo autor é anedota, ilustra diferenças na compreensão textual que vão alem do que é lingüístico no texto. Então ele acaba utilizando um tom de forma humorística.
· Podemos fazer uma comparação com o texto “ A pena de morte” , pois ambos apresentam a mesma estrutura, no entanto, com argumentos diferentes. O texto de Jô tem um caráter humorístico, enquanto que o outro tem um caráter informativo.
· O texto e predominantemente dissertativo, no entanto há trechos descritivos “ O salário mínimo é tão pequenino que cabe até no meu bolso” e trechos narrativos “ meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça (...)”. Então ele acaba usando a descrição e a narração como argumentos em sua tese.
( Rosangela e Cristiane)
OFICINA 5-UNIDADE 10-TP 3
O 3º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da E.M Maurício Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 04/05/09- das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos o primeiro momento com uma mensagem para reflexão, “ O tamanho das pessoas”, pedi que alguém lesse a mensagem eletrônica, a cursista Nídia fez a leitura, depois abri espaço para as considerações, algumas cursistas fizeram comentários e associaram a mensagem ao curso Gestar II e também ao modo como as pessoas se comportam diante de determinadas situações.
No segundo momento partimos para os comentários e sugestões a respeito dos assuntos focalizados nas duas unidades, a 09 e 10.Novamente abri discussão ao grupo e estes fizeram as considerações sobre o tema gêneros textuais, neste momento foi muito interessante porque as cursistas demonstraram dominar o assunto, e abordaram com bastante ênfase , discutiram também sobre atividades realizadas por elas em sala de aula, a professora Inocência aplicou a atividade do jogo em sala de aula da definição de trabalho da seção 2, p 31, ela comenta que foi muito prazerosa a brincadeira, ela ficou emocionada porque não esperava tanto resultado daquela sala de sexto ano. No mesmo dia ela pediu que eles trouxessem figuras sobre os diversos tipos de “trabalho” , como ela já estava trabalhando com descrição, aproveitou o momento e o tema para produção textual, ela disse que vale a pena trabalhar dessa maneira contextualizado e com fundamentação teórica.
Na seção 3, p 41 a professora Nídia desenvolveu com os alunos do nono ano a Fábula A Cigarra e a Formiga, foram necessárias três aulas para a realização, primeiro fizeram leitura do texto, interpretação oral e logo após uma explanação sobre o Gênero textual, a atividade foi prazerosa e interessante pois os alunos apresentaram facilidade e agilidade para interpretar. E alguns alunos possuem conhecimentos para analisar os Gêneros textuais e os demais demonstram interesse em aprender mais sobre Gêneros Textuais, com exceção oito alunos que demonstraram pouco interesse pelo assunto.
Na seção 1, p 25 a professora Rosangela fez atividade da produção de um texto biográfico sobre o aluno, alguém importante na escola ou na comunidade, foram feitas leituras e pesquisas sobre várias biografias, logo em seguida foi passada a biografia de Carlos Drummond de Andrade e análise oral dos dados que continham a biografia, os alunos produziram as próprias biografias em 3ª pessoa, tendo como base as biografias lidas e estudadas , a grande dificuldade foi em escrever algo sobre si mesmo, mas em 3ª pessoa, houve muita confusão neste sentido, foi bom porque retomei o meu trabalho com as pessoas do discurso e foram varias reescritas dessas biografias, pensa no trabalho que dá, mas vale a pena, foi muito prazeroso e eficaz, no que se refere à aprendizagem do aluno vale qualquer coisa.
As cursistas relataram que as atividades foram importante e viáveis e que os objetivos foram alcançados, porque as atividades são próximas da realidade dos nossos alunos do 6º ao 9º ano, e as principais dificuldades são: ortografia, acentuação, pontuação, a falta dos alunos, pouco tempo e o número de alunos na sala.
Durante a exposição das experiências pude perceber que as cursistas mostraram estar muito animadas com o curso, devido as atividades serem aplicáveis as séries em que trabalham e por ofertarem a elas a possibilidade de mudanças, para que a educação seja elevada em nosso município , já que o tp 3 em estudo, traz embasamento teórico e sugestões de trabalhos práticos. Também acredito que as cursistas estão empenhando-se a desenvolver as atividades, mesmo com erros e acertos porque perceberam que a educação precisa de mudanças, estratégias e quem pode fazer ou aplicar somos nós, os educadores.
No quarto momento, trabalhamos a proposta de atividades, a qual trabalhamos com 2 textos propostos pelo Gestar II encontrado no tp 3 p. 192- 1º texto: “ Texto retirado de uma noticia de jornal e o 2º p. 193 com o texto Bom dia o planejamento de atividades de leitura, produção e interpretação de textos, visando a análise caracterização e classificação dos gêneros textuais que tais textos realizaram. Para a realização dessa tarefa dividimos a turma em 2 grupos de 2 eu como formadora, auxiliava e orientava os grupos com comentários e questionamentos e etc. Cada grupo criou as suas atividades, em seguida apresentaram ao grupo, o resultado das discussões. Sempre que necessários eram feitos intervenções com comentários sobre a atividade e o tema.
Ao final da oficina houve uma avaliação oralmente onde as cursistas fizeram sua avaliação do momento, mostrando-se satisfeitas com a oficina.
Na última etapa foi comentada sobre a atividade seguinte, sobre a inter-relação entre leitura e a produção de um texto.
Coronel Sapucaia, MS 04-05-09
Anexos :
Texto: POEMA TIRADO DE UMA NOTICIA DE JORNAL
Roteiro de atividades do grupo 1
Atividade 1: leitura
· Fazer uma leitura dramatizado do texto;
Atividade 2: interpretação oral
· Falar o que chamou atenção e a curiosidade dos alunos;
· Comentar o que a dramatização foi feita a partir de uma noticia de jornal e que Manuel Bandeira transformou-a em um poema;
Atividade 3: interpretação escrita
a- O texto pertence a qual gênero textual? Explique.
b- Qual é a idéia principal do texto?
c- O texto apresenta um contra-senso no comportamento de João, qual é?
d- Qual é a função comunicativa do adjunto adverbial “ num barraco sem número”?
e- Explique a escolha lexical do substantivo” barraco” no sintagma “ num barraco sem número “. “atirou”.
f- Apesar de ser um texto literário, o poema apresenta marcas de prosaísmo. Identifique-as.
g- Por que o poema é modernista?
h- Por que João gostoso tinha essa alcunha?
Atividade 4: transformar o texto poético em prosa.
Atividade 5: leitura do texto produzido pelo aluno.
Autores: Nidia, Inocencia

Texto: Bom Dia
Roteiro de atividades do grupo 2
Atividade 1: ouvir a música;
Atividade 2: formar grupos de alunos para fazer a leitura das estrofes;
Atividade 3: observar a estrutura da música ( estrofe, verso...)
Atividade 4: identificar e pesquisar os compositores da música;
Atividade 5: interpretação;
· Falar sobre a realidade da maioria dos brasileiros mostrado no texto;
· Relacionar o texto com o leitor;
· Comentar a 3ª estrofe da música;
Atividade 6: Produção textual
· Transformar a canção em uma narrativa em prosa.
Autores: Rosângela, Cristiane
































OFICINA 6- UNIDADE 12 TP 3
O 4º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da E.M Maurício Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 25/05/09- das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos com a reflexão de um texto escrito “ Bomba d’água”. A cursista Cristiane leu a mensagem e abrimos a discussão ao grupo sobre a mensagem.
Esse encontro foi bem melhor, porque já estamos familiarizados com o material e parece que algumas dificuldades estão indo embora, só alguns professores ainda estão encontrando dificuldades para inserir o Gestar dentro do planejamento, mas eu estou tentando colocar na cabeça deles que ele não pode ser trabalhado sozinho porque podemos nos perder ele tem que estar inserido dentro do planejamento e fazer parte do nosso dia a dia as cursistas concordaram e nós vamos planejar nossas aulas juntas e rever esses planejamentos.
No segundo momento fizeram e exposição dos relatos e experiências na sala de aula no Avançando na prática. Foi desenvolvida a atividade da seção 1 p. 109 descrever objetos sem dizer o nome, é um ótimo exercício para darmos inicio a descrição, também os alunos adoraram, é uma brincadeira competitiva, diferente que dá resultado.
Da seção 2 p.115 foi trabalhado também com oitavo ano com manuais que acompanham aparelhos e produtos para que os alunos fizessem análise, os alunos gostaram das atividades porque sai da mesmice e dá para trabalhar bem melhor as sequencias tipológicas de maior ocorrência nesse tipo textual, só que foi demorado três aulas para ficar um trabalho legal.
Da seção 3 unidade 12 p.172 foi trabalhado algumas sugestões para produção textual os alunos do nono ano fizeram as produções de “Receita para um mundo melhor”, logo após fizeram uma análise conjunta dos textos produzidos, os trabalhos ficaram bons com alguns erros é claro, mas nada fora do normal.
Os professores cursistas citaram como dificuldades: alunos retraídos, timidez na atividade oral para descrição de objetos para o grupão, falta de organização textual, clareza e objetividade, pontuação, ortografia, ausência das técnicas de leitura, os alunos não gostam de revisar, reler seus textos para detectarem os erros, a falta de ônibus escolar (zona rural) falta de tempo dos professores para correção dos textos produzidos e etc. Mas apesar das dificuldades, os professores encontraram pontos positivos como: a participação de todos os alunos, interesse pelas atividades, os próprios alunos elogiaram seus textos. A professora Rosangela falou da importância dessas atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, fizemos a divisão de 2 grupos de 2 integrantes, tais grupos analisaram o texto da p.195 do TP3 composição: O Salário mínimo- Jô Soares. O grupo 1 iria elaborar argumentos para que o texto fosse considerado um exercício de redação escolar e o grupo 2 deveria enumerar argumentos que mostrasse não se tratar de um exercício escolar.
Segue em anexo as atividades realizadas pelos alunos ( atividades : oficina 6- unidade 12- TP 3 (p. 194-196) de 25/05/09.
Após discussão nos grupos, houve a socialização ao grupão a respeito de analise do texto, com um debate oral, os argumentos foram apresentados, uns contestavam outros firmavam suas teses, um exemplo foi no argumento de não ser um exercício escolar porque quem escreveu foi “ Jô Soares “, outros discordavam desses motivos e assim por diante. Um grupo fez associação aos textos “ pena de morte” e “ agulha e a linha” fazendo comparações com o texto “ composição: Salário mínimo “. Os grupos citaram como gênero textual a anedota, a piada e a redação escolar. Nisso percebemos que o texto não é composto somente por uma tipologia, pois foi apresentado nele narração, descrição e dissertação.
No quarto momento fizemos a avaliação oralmente, as cursistas comentaram da importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que os TPS possuem uma linguagem bem acessível á realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animadas.
Por fim fechamos o TP 3 com uma grande bagagem de conhecimentos, estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP 4 e assim encerramos o nosso encontro.
Coronel Sapucaia,MS 25/05/09
Anexos
Atividades da oficina 6 –unidade 12 do TP 3 (p. 194-196)
Grupo 1
Enumerar argumentos que mostrem não se tratar de um exercício escolar:
· As idéias estão organizadas, esclarecidas;
· Pontuação correta;
· Os objetivos são bem definidos;
· Possuem uma questão apurada com as questões sociais;
· Várias tipologias textuais;
· Texto tem coerência;
· O autor não fugiu ao tema;
Em relação ao texto:
· O texto “salário mínimo” pode ser comparado ao texto “ A agulha e a linha “ de Machado de Assis; em que seria semelhante a crítica e diferente a estrutura.
· Serviu de base o tipo textual a narração, por se tratar de uma criança contando a sua visão dada pelo cerco familiar em relação ao que seria o salário mínimo. Acredita-se que este não tem uma visão clara do que seja salário mínimo. Com essa escolha o autor procurou mostrar a realidade socioeconômica de uma família de classe baixa. Além de utilizar-se de uma linguagem simples (coloquial).
· Nesse texto aparecem sequências tipológicas ( dissertação, narração e descrição). Dessas predomina a dissertação, pois o autor faz uma critica do inicio ao fim do texto para evidenciar o que seria um salário mínimo.
( Nídia e Inocência)

Grupo 2
Enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício escolar:
· É produção textual;
· Escrito na folha de caderno;
· Correções ortográficas;
· Apelo pela nota;
· Uso do pronome” eu”;
· Associa conhecimento de mundo com a família;
· A referencia à professora, ao recreio;
Em relação ao texto:
· O gênero utilizado pelo autor é anedota, ilustra diferenças na compreensão textual que vão alem do que é lingüístico no texto. Então ele acaba utilizando um tom de forma humorística.
· Podemos fazer uma comparação com o texto “ A pena de morte” , pois ambos apresentam a mesma estrutura, no entanto, com argumentos diferentes. O texto de Jô tem um caráter humorístico, enquanto que o outro tem um caráter informativo.
· O texto e predominantemente dissertativo, no entanto há trechos descritivos “ O salário mínimo é tão pequenino que cabe até no meu bolso” e trechos narrativos “ meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça (...)”. Então ele acaba usando a descrição e a narração como argumentos em sua tese.
( Rosangela e Cristiane)



Ser alfabetizada não é ser letrada!
A leitura nunca foi uma coisa muito presente na minha vida, enquanto eu não a conhecia, pois quando eu era pequena não tive contato com os livros e o mundo da leitura; Parece que as coisas eram diferentes, eu sou a filha mais velha, morava na fazenda, minha mãe não é alfabetizada, meu pai é, mas ele trabalhava muito e não tinha tempo para ajudar-me e ter um contato maior com os livros.
Meus primeiros anos na escola não foi muito legal, e nem me lembro de muita coisa para falar a verdade, nem da professora e dos colegas das séries iniciais eu lembro, eu fiz um bloqueio total dessa época.
Não fiz o pré-escolar, reprovei a primeira série, eu acho que é porque eu vim para cidade morar com minha avó e meus pais ficaram na fazenda, eu sofri muito, chorava, tinha saudades, eles vinham cada quinze dias para cidade eu ficava muito feliz.
Eu sempre fui uma pessoa muito calada, sempre tive medo de perguntar por isso, sempre levo dúvidas para casa.
Refiz a primeira série estudava naquela cartilha “Caminho Suave”, aprendi a ler de uma forma não muito encantadora, prazerosa, como eu vejo as crianças atualmente.
O meu filho, por exemplo, nossa ele tem uma vontade de aprender ler, de estudar, de conhecer coisas novas, pesquisar ele é fascinado pela leitura, as vezes até cansa, porque eu trabalho a noite chego cansada e todos os dias ele e quer que eu leia historinhas , mas estou aproveitando esse momento e investindo na educação dele, comprei aquela coleção da Barsa Hoobs ele já assistiu umas quinhentas vezes aqueles DVDs educativos e não cansa.Também fiz a assinatura da revista Nosso Amiguinho, ele faz rapidinho todas as atividades da revista e espera ansioso pela próxima revista.
No ensino fundamental eu não li um livro sequer que a escola cobrasse ou incentivasse a ler, no ensino médio também foi muito pouco o contato que tive com a leitura e a literatura. Na minha casa também não tinha livro a não ser o didático.
Pensa no sofrimento quando eu terminei o magistério e comecei a cursar letras, o primeiro bimestre foi um desespero, parece que os professores falavam grego eu não entendia nada, tudo era completamente diferente do que eu tinha aprendido, lá eu tinha quer ler dois livros de literatura brasileira por bimestre, a professora vinha com aquelas fichas de leituras para serem preenchidas, eu não conseguia, eu não entendia o que eu lia, eu não sabia ler, eu vivia no mundo dos “iletrados” eu sentava frente a frente com ela, me fazia perguntas sobre o livro eu não sabia, é uma vergonha mas foi na faculdade de letras que eu aprendi a ler de verdade e não só decifrar códigos como eu fazia, ou melhor dizendo, consegui entrar no mundo dos letrados.
O difícil foi o primeiro bimestre nota baixa em quase todas as matérias, estudava feita louca, não tinha tempo para nada, a vida era só ler, ler e ler. As provas pareciam coisas de outro mundo completamente diferente do que eu estava habituada.
Com o tempo fui me acostumando, aprendi a ler e venci todas as barreiras, hoje quando leio algum livro já leio de outra forma, leio com prazer com amor tenho conhecimento de mundo, adoro ler, vivo lendo alguma coisa, não sei o que seria de mim se não fosse a leitura, acho que uma pessoa que não é letrada é a mesma coisa que ser cega.
Infelizmente, a realidade das escolas não mudou muita coisa, ainda vejo alunos saírem do ensino fundamental e médio sem ler nem uma literatura infantil, juvenil ou um clássico; Gibis e jornais nas escolas é um material que poucos alunos têm acesso. Agora depois de seis anos que sou formada, que eu tenho outra visão do que seja a leitura, e estou trabalhando e incentivando os meus alunos a lerem muito, por prazer, por obrigação porque ler é essencial é vida.
Hoje consigo ver a diferença entre ler que é decifrar códigos; E letramento que é prazer,é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições, não só na escola, em exercício de aprendizagem, enfim: letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e de escrita.
Rêlega Tavares Vogel

Abertura


No dia dois de março de dois mil e nove fizemos a apresentação do Gestar em Coronel Sapucaia, estiveram presentes a secretária de educação Maria Eva Gauto , a professora Milda Cavanha Recalde Ferreira e os cursistas de matemática e língua portuguesa. Falamos do objetivo do programa que é de formação contínuada semipresencial orientado para a formação de professores de matemática e de lingua portuguesa, objetivando a melhoria do processo de ensino aprendizagem. Da modalidade que será um espaço para compartilhar experiências e resolução de problemas, como forma de construção de conhecimentos, saberes e competências dos professores. Deixamos claro também sobre as oficinas que aconteceria quinzenalmente, e que os cursistas teriam muitas atividades para serem feitas em casa, totalizando 40 horas semanais de estudo individual, e se fosse o caso que pedissem a intervenção do formador.