quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OFICINA 6- UNIDADE 12 TP 3
O 4º encontro presencial do GESTAR II- Língua Portuguesa, realizou-se na extensão da E.M Maurício Rodrigues de Paula no município de Coronel Sapucaia, no dia 25/05/09- das 18:30 às 22:30 horas.
Iniciamos com a reflexão de um texto escrito “ Bomba d’água”. A cursista Cristiane leu a mensagem e abrimos a discussão ao grupo sobre a mensagem.
Esse encontro foi bem melhor, porque já estamos familiarizados com o material e parece que algumas dificuldades estão indo embora, só alguns professores ainda estão encontrando dificuldades para inserir o Gestar dentro do planejamento, mas eu estou tentando colocar na cabeça deles que ele não pode ser trabalhado sozinho porque podemos nos perder ele tem que estar inserido dentro do planejamento e fazer parte do nosso dia a dia as cursistas concordaram e nós vamos planejar nossas aulas juntas e rever esses planejamentos.
No segundo momento fizeram e exposição dos relatos e experiências na sala de aula no Avançando na prática. Foi desenvolvida a atividade da seção 1 p. 109 descrever objetos sem dizer o nome, é um ótimo exercício para darmos inicio a descrição, também os alunos adoraram, é uma brincadeira competitiva, diferente que dá resultado.
Da seção 2 p.115 foi trabalhado também com oitavo ano com manuais que acompanham aparelhos e produtos para que os alunos fizessem análise, os alunos gostaram das atividades porque sai da mesmice e dá para trabalhar bem melhor as sequencias tipológicas de maior ocorrência nesse tipo textual, só que foi demorado três aulas para ficar um trabalho legal.
Da seção 3 unidade 12 p.172 foi trabalhado algumas sugestões para produção textual os alunos do nono ano fizeram as produções de “Receita para um mundo melhor”, logo após fizeram uma análise conjunta dos textos produzidos, os trabalhos ficaram bons com alguns erros é claro, mas nada fora do normal.
Os professores cursistas citaram como dificuldades: alunos retraídos, timidez na atividade oral para descrição de objetos para o grupão, falta de organização textual, clareza e objetividade, pontuação, ortografia, ausência das técnicas de leitura, os alunos não gostam de revisar, reler seus textos para detectarem os erros, a falta de ônibus escolar (zona rural) falta de tempo dos professores para correção dos textos produzidos e etc. Mas apesar das dificuldades, os professores encontraram pontos positivos como: a participação de todos os alunos, interesse pelas atividades, os próprios alunos elogiaram seus textos. A professora Rosangela falou da importância dessas atividades, pois os alunos gostam de atividades lúdicas, com isso há uma facilidade para repassar o conteúdo programático.
No terceiro momento, fizemos a divisão de 2 grupos de 2 integrantes, tais grupos analisaram o texto da p.195 do TP3 composição: O Salário mínimo- Jô Soares. O grupo 1 iria elaborar argumentos para que o texto fosse considerado um exercício de redação escolar e o grupo 2 deveria enumerar argumentos que mostrasse não se tratar de um exercício escolar.
Segue em anexo as atividades realizadas pelos alunos ( atividades : oficina 6- unidade 12- TP 3 (p. 194-196) de 25/05/09.
Após discussão nos grupos, houve a socialização ao grupão a respeito de analise do texto, com um debate oral, os argumentos foram apresentados, uns contestavam outros firmavam suas teses, um exemplo foi no argumento de não ser um exercício escolar porque quem escreveu foi “ Jô Soares “, outros discordavam desses motivos e assim por diante. Um grupo fez associação aos textos “ pena de morte” e “ agulha e a linha” fazendo comparações com o texto “ composição: Salário mínimo “. Os grupos citaram como gênero textual a anedota, a piada e a redação escolar. Nisso percebemos que o texto não é composto somente por uma tipologia, pois foi apresentado nele narração, descrição e dissertação.
No quarto momento fizemos a avaliação oralmente, as cursistas comentaram da importância deste curso, pois estão aprendendo muito já que os TPS possuem uma linguagem bem acessível á realidade escolar, mas lamentaram pelo tempo ser muito curto entre uma atividade e outra, mas ainda assim mostraram-se animadas.
Por fim fechamos o TP 3 com uma grande bagagem de conhecimentos, estratégias e levantamos uma análise sobre letramento que é o tema do próximo TP 4 e assim encerramos o nosso encontro.
Coronel Sapucaia,MS 25/05/09
Anexos
Atividades da oficina 6 –unidade 12 do TP 3 (p. 194-196)
Grupo 1
Enumerar argumentos que mostrem não se tratar de um exercício escolar:
· As idéias estão organizadas, esclarecidas;
· Pontuação correta;
· Os objetivos são bem definidos;
· Possuem uma questão apurada com as questões sociais;
· Várias tipologias textuais;
· Texto tem coerência;
· O autor não fugiu ao tema;
Em relação ao texto:
· O texto “salário mínimo” pode ser comparado ao texto “ A agulha e a linha “ de Machado de Assis; em que seria semelhante a crítica e diferente a estrutura.
· Serviu de base o tipo textual a narração, por se tratar de uma criança contando a sua visão dada pelo cerco familiar em relação ao que seria o salário mínimo. Acredita-se que este não tem uma visão clara do que seja salário mínimo. Com essa escolha o autor procurou mostrar a realidade socioeconômica de uma família de classe baixa. Além de utilizar-se de uma linguagem simples (coloquial).
· Nesse texto aparecem sequências tipológicas ( dissertação, narração e descrição). Dessas predomina a dissertação, pois o autor faz uma critica do inicio ao fim do texto para evidenciar o que seria um salário mínimo.
( Nídia e Inocência)

Grupo 2
Enumerar argumentos para que o texto seja considerado um exercício escolar:
· É produção textual;
· Escrito na folha de caderno;
· Correções ortográficas;
· Apelo pela nota;
· Uso do pronome” eu”;
· Associa conhecimento de mundo com a família;
· A referencia à professora, ao recreio;
Em relação ao texto:
· O gênero utilizado pelo autor é anedota, ilustra diferenças na compreensão textual que vão alem do que é lingüístico no texto. Então ele acaba utilizando um tom de forma humorística.
· Podemos fazer uma comparação com o texto “ A pena de morte” , pois ambos apresentam a mesma estrutura, no entanto, com argumentos diferentes. O texto de Jô tem um caráter humorístico, enquanto que o outro tem um caráter informativo.
· O texto e predominantemente dissertativo, no entanto há trechos descritivos “ O salário mínimo é tão pequenino que cabe até no meu bolso” e trechos narrativos “ meu pai disse que uma vez um homem que era presidente falou que se ganhasse salário mínimo dava um tiro na cabeça (...)”. Então ele acaba usando a descrição e a narração como argumentos em sua tese.
( Rosangela e Cristiane)

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