Ser alfabetizada não é ser letrada!
A leitura nunca foi uma coisa muito presente na minha vida, enquanto eu não a conhecia, pois quando eu era pequena não tive contato com os livros e o mundo da leitura; Parece que as coisas eram diferentes, eu sou a filha mais velha, morava na fazenda, minha mãe não é alfabetizada, meu pai é, mas ele trabalhava muito e não tinha tempo para ajudar-me e ter um contato maior com os livros.
Meus primeiros anos na escola não foi muito legal, e nem me lembro de muita coisa para falar a verdade, nem da professora e dos colegas das séries iniciais eu lembro, eu fiz um bloqueio total dessa época.
Não fiz o pré-escolar, reprovei a primeira série, eu acho que é porque eu vim para cidade morar com minha avó e meus pais ficaram na fazenda, eu sofri muito, chorava, tinha saudades, eles vinham cada quinze dias para cidade eu ficava muito feliz.
Eu sempre fui uma pessoa muito calada, sempre tive medo de perguntar por isso, sempre levo dúvidas para casa.
Refiz a primeira série estudava naquela cartilha “Caminho Suave”, aprendi a ler de uma forma não muito encantadora, prazerosa, como eu vejo as crianças atualmente.
O meu filho, por exemplo, nossa ele tem uma vontade de aprender ler, de estudar, de conhecer coisas novas, pesquisar ele é fascinado pela leitura, as vezes até cansa, porque eu trabalho a noite chego cansada e todos os dias ele e quer que eu leia historinhas , mas estou aproveitando esse momento e investindo na educação dele, comprei aquela coleção da Barsa Hoobs ele já assistiu umas quinhentas vezes aqueles DVDs educativos e não cansa.Também fiz a assinatura da revista Nosso Amiguinho, ele faz rapidinho todas as atividades da revista e espera ansioso pela próxima revista.
No ensino fundamental eu não li um livro sequer que a escola cobrasse ou incentivasse a ler, no ensino médio também foi muito pouco o contato que tive com a leitura e a literatura. Na minha casa também não tinha livro a não ser o didático.
Pensa no sofrimento quando eu terminei o magistério e comecei a cursar letras, o primeiro bimestre foi um desespero, parece que os professores falavam grego eu não entendia nada, tudo era completamente diferente do que eu tinha aprendido, lá eu tinha quer ler dois livros de literatura brasileira por bimestre, a professora vinha com aquelas fichas de leituras para serem preenchidas, eu não conseguia, eu não entendia o que eu lia, eu não sabia ler, eu vivia no mundo dos “iletrados” eu sentava frente a frente com ela, me fazia perguntas sobre o livro eu não sabia, é uma vergonha mas foi na faculdade de letras que eu aprendi a ler de verdade e não só decifrar códigos como eu fazia, ou melhor dizendo, consegui entrar no mundo dos letrados.
O difícil foi o primeiro bimestre nota baixa em quase todas as matérias, estudava feita louca, não tinha tempo para nada, a vida era só ler, ler e ler. As provas pareciam coisas de outro mundo completamente diferente do que eu estava habituada.
Com o tempo fui me acostumando, aprendi a ler e venci todas as barreiras, hoje quando leio algum livro já leio de outra forma, leio com prazer com amor tenho conhecimento de mundo, adoro ler, vivo lendo alguma coisa, não sei o que seria de mim se não fosse a leitura, acho que uma pessoa que não é letrada é a mesma coisa que ser cega.
Infelizmente, a realidade das escolas não mudou muita coisa, ainda vejo alunos saírem do ensino fundamental e médio sem ler nem uma literatura infantil, juvenil ou um clássico; Gibis e jornais nas escolas é um material que poucos alunos têm acesso. Agora depois de seis anos que sou formada, que eu tenho outra visão do que seja a leitura, e estou trabalhando e incentivando os meus alunos a lerem muito, por prazer, por obrigação porque ler é essencial é vida.
Hoje consigo ver a diferença entre ler que é decifrar códigos; E letramento que é prazer,é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições, não só na escola, em exercício de aprendizagem, enfim: letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e de escrita.
Rêlega Tavares Vogel
A leitura nunca foi uma coisa muito presente na minha vida, enquanto eu não a conhecia, pois quando eu era pequena não tive contato com os livros e o mundo da leitura; Parece que as coisas eram diferentes, eu sou a filha mais velha, morava na fazenda, minha mãe não é alfabetizada, meu pai é, mas ele trabalhava muito e não tinha tempo para ajudar-me e ter um contato maior com os livros.
Meus primeiros anos na escola não foi muito legal, e nem me lembro de muita coisa para falar a verdade, nem da professora e dos colegas das séries iniciais eu lembro, eu fiz um bloqueio total dessa época.
Não fiz o pré-escolar, reprovei a primeira série, eu acho que é porque eu vim para cidade morar com minha avó e meus pais ficaram na fazenda, eu sofri muito, chorava, tinha saudades, eles vinham cada quinze dias para cidade eu ficava muito feliz.
Eu sempre fui uma pessoa muito calada, sempre tive medo de perguntar por isso, sempre levo dúvidas para casa.
Refiz a primeira série estudava naquela cartilha “Caminho Suave”, aprendi a ler de uma forma não muito encantadora, prazerosa, como eu vejo as crianças atualmente.
O meu filho, por exemplo, nossa ele tem uma vontade de aprender ler, de estudar, de conhecer coisas novas, pesquisar ele é fascinado pela leitura, as vezes até cansa, porque eu trabalho a noite chego cansada e todos os dias ele e quer que eu leia historinhas , mas estou aproveitando esse momento e investindo na educação dele, comprei aquela coleção da Barsa Hoobs ele já assistiu umas quinhentas vezes aqueles DVDs educativos e não cansa.Também fiz a assinatura da revista Nosso Amiguinho, ele faz rapidinho todas as atividades da revista e espera ansioso pela próxima revista.
No ensino fundamental eu não li um livro sequer que a escola cobrasse ou incentivasse a ler, no ensino médio também foi muito pouco o contato que tive com a leitura e a literatura. Na minha casa também não tinha livro a não ser o didático.
Pensa no sofrimento quando eu terminei o magistério e comecei a cursar letras, o primeiro bimestre foi um desespero, parece que os professores falavam grego eu não entendia nada, tudo era completamente diferente do que eu tinha aprendido, lá eu tinha quer ler dois livros de literatura brasileira por bimestre, a professora vinha com aquelas fichas de leituras para serem preenchidas, eu não conseguia, eu não entendia o que eu lia, eu não sabia ler, eu vivia no mundo dos “iletrados” eu sentava frente a frente com ela, me fazia perguntas sobre o livro eu não sabia, é uma vergonha mas foi na faculdade de letras que eu aprendi a ler de verdade e não só decifrar códigos como eu fazia, ou melhor dizendo, consegui entrar no mundo dos letrados.
O difícil foi o primeiro bimestre nota baixa em quase todas as matérias, estudava feita louca, não tinha tempo para nada, a vida era só ler, ler e ler. As provas pareciam coisas de outro mundo completamente diferente do que eu estava habituada.
Com o tempo fui me acostumando, aprendi a ler e venci todas as barreiras, hoje quando leio algum livro já leio de outra forma, leio com prazer com amor tenho conhecimento de mundo, adoro ler, vivo lendo alguma coisa, não sei o que seria de mim se não fosse a leitura, acho que uma pessoa que não é letrada é a mesma coisa que ser cega.
Infelizmente, a realidade das escolas não mudou muita coisa, ainda vejo alunos saírem do ensino fundamental e médio sem ler nem uma literatura infantil, juvenil ou um clássico; Gibis e jornais nas escolas é um material que poucos alunos têm acesso. Agora depois de seis anos que sou formada, que eu tenho outra visão do que seja a leitura, e estou trabalhando e incentivando os meus alunos a lerem muito, por prazer, por obrigação porque ler é essencial é vida.
Hoje consigo ver a diferença entre ler que é decifrar códigos; E letramento que é prazer,é lazer, é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições, não só na escola, em exercício de aprendizagem, enfim: letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e de escrita.
Rêlega Tavares Vogel

muito bem senhorita... até que enfim encontrei o seu blog, parabéns, está muito bom.
ResponderExcluirAbraços do seu amigo Jorge